Do deserto ao mar de gente: reflexões sobre agenciamentos de memória no Carnaval de Belo Horizonte
Resumo
O artigo reflete sobre os agenciamentos de memória do Carnaval de Belo Horizonte, investigando o hiato
ocorrido entre a década de 1990 e 2009, e o ressurgimento da festa por mobilização popular. Por meio de
autores como Pollak (1992) e Abreu (1998) e da metodologia de análise da materialidade audiovisual de
Emerim, Coutinho e Finger (2023), analisamos uma reportagem do jornal O Tempo (2023) para discutir
como as disputas de sentido agenciam as memórias sobre o carnaval da cidade. A pesquisa aponta as
raízes do carnaval de Arraial Curral Del Rei até a contemporaneidade, evidenciando o tensionamento
entre tradição e modernidade. A análise revela que o Carnaval belo-horizontino atua como espaço de
resistência e promoção turística, sendo essencial para compreender as dinâmicas de memória e poder na
capital mineira.
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- 2026-05-30 (2)
- 2026-05-29 (1)