Cuidado invisível: maternidade atípica e os limites das políticas organizacionais de diversidade

Autores

  • PATRICIA CARLA GONÇALVES SALVATORI

Palavras-chave:

Grupo de Pesquisa, GP 2: Discurso, identidade e relações de poder, Presencial, GP 2: Discurso, identidade e relações de poder

Resumo

A maternidade atípica, expressão usada para designar mulheres que são mães de pessoas com deficiência, tem recebido atenção crescente nos estudos sobre cuidado, gênero e trabalho, mas permanece pouco explorada no campo da comunicação organizacional e das relações públicas. Este artigo analisa como organizações reconhecidas por suas políticas de diversidade representam a maternidade e o cuidado em seus discursos institucionais. Foram analisados relatórios ESG de empresas de grande porte classificadas no ranking GPTW Diversidade 2025 – categoria Mulheres. Os resultados indicam que maternidade e deficiência aparecem nos relatórios principalmente associadas a licenças parentais ou programas gerais de inclusão, enquanto referências ao cuidado de mães de pessoas com deficiência são praticamente inexistentes. As políticas organizacionais de diversidade reconhecem identidades sociais, mas permanecem silenciosas diante das relações de cuidado que estruturam desigualdades no trabalho, conforme discutido nos estudos sobre ética do cuidado (KITTAY, 2020) e maternidade atípica (SALVATORI, 2023; 2025).

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Publicado

2026-06-02 — Atualizado em 2026-06-02

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