Bartlebly, o escrivão: disciplina, dissidência e a potência vital da comunicação1

Autores

  • Fernanda Luz Moraes
  • Renata Andreoni

Palavras-chave:

Grupo de Pesquisa, GP 2: Discurso, identidade e relações de poder, Online, GP 2: Discurso, identidade e relações de poder

Resumo

No presente ensaio, nos propomos a refletir sobre a potência da comunicação nas organizações e dinâmicas sociais, partindo do deslocamento no tempo, recorrendo a obra literária Bartleby, produzida no século XIX, de Herman Melville. As articulações que pretendemos estabelecer em tecitura com a literatura partem da perspectiva comunicacional pautada pela negociação para a convivência mútua (Wolton, 2011), em contraposição à racionalidade neoliberal orientada por metas, desempenho e alta performance pautadas em um contexto social da positividade (Han, 2017; 2024). Também buscamos relações entre o “prefiro não fazer” de Bartleby (Melville, 2017), um sujeito que vive apenas um presente sem a potência do desejo (Deleuze, 2011), ao olhar de como o corpo dissidente desestabiliza a ordem organizacional, mesmo quando não assume a forma de confronto explícito.

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Publicado

2026-06-02 — Atualizado em 2026-06-02

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