Quando a reputação não rompe o vínculo: afetos e comunidades engajadas no caso WePink
Palavras-chave:
Grupo de Pesquisa, GP 2: Discurso, identidade e relações de poder, Online, GP 2: Discurso, identidade e relações de poderResumo
O estudo analisa como vínculos afetivos e comunidades engajadas interferem na leitura de crises organizacionais digitais, tomando a WePink como caso. Adota-se abordagem qualitativa baseada na Análise de Enquadramento e na cartografia dos afetos. O corpus (CNN/G1) foi submetido aos formatos de enquadramento Porto (2002) e pacotes interpretativos de Gamson e Modigliani (1989). A análise revela visibilidade fragmentada: enquanto o enquadramento restrito da mídia mobiliza afetos de indignação e tristeza via léxico da "publicidade enganosa", o contra-enquadramento de performance ativa alegria e ousadia por meio de indicadores de sucesso (R$ 750 milhões) e "gratidão". Conclui-se que a autoridade afetiva (Abidin, 2016) da influenciadora atua como imunização reputacional, deslocando a legitimidade da eficiência técnica para a lealdade carismática da comunidade.Downloads
Publicado
2026-06-02 — Atualizado em 2026-06-02
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