ANÁLISE ECONÔMICA DA OPERAÇÃO RESTRITA DA USINA HENRY BORDEN
Palavras-chave:
Artificial Intelligence and Blockchain in Energy MarketsResumo
O Complexo Henry Borden, localizado em Cubatão (SP), é composto por múltiplas turbinas distribuídas entre uma usina externa e outra subterrânea, aproveitando um significativo desnível hidráulico e uma vazão de projeto para a geração de energia elétrica. No entanto, as normas ambientais atualmente vigentes restringem o bombeamento das águas de um dos rios para o reservatório, permitindo-o apenas em situações de controle de cheias. Essa limitação resulta em uma expressiva redução da capacidade de geração da usina. Este estudo tem como objetivo quantificar as perdas econômicas acumuladas entre os anos de 2004 e 2024, além de projetar seus impactos futuros. Para isso, considera-se o valor de mercado da energia não gerada e os efeitos do regime de juros compostos sobre as receitas não realizadas devido à operação parcial da usina. A análise revela que, entre 1992 e 2024, as perdas econômicas decorrentes das restrições ao bombeamento para o reservatório Billings somam, em média, R$ 7,5 bilhões. As projeções indicam que esse prejuízo poderá se estender até 2034, caso não haja mudanças no cenário regulatório. Esses resultados evidenciam o elevado custo financeiro da subutilização da Usina Henry Borden e reforçam a urgência de revisão das políticas ambientais que limitam sua operação. Diante desse contexto, o artigo propõe uma abordagem econômica que demonstra a viabilidade de utilizar os recursos arrecadados com a geração de energia elétrica para garantir a disponibilidade do insumo hídrico necessário à operação plena da usina. Ressalta-se, por fim, que a ampliação da disponibilidade hídrica não apenas aumenta a oferta de energia limpa e renovável à sociedade, como também gera benefícios econômicos ao mitigar a necessidade de investimentos em novas fontes de geração para atender à crescente demanda.