Avaliação da estabilidade química de membranas de quitosana em diferentes meios eletrolíticos

Autores

  • Maria Steffane Souza Maciel
  • Maria Fernanda Farias Pontes
  • Santino Loruan Silvestre de Melo
  • Enio Pontes de Deus

Palavras-chave:

Efficiency and Optimization in Renewable Energy Systems

Resumo

Este trabalho investigou a estabilidade química de membranas de quitosana, puras e modificadas com diferentes aditivos (glicerina, ácido cítrico, amido e sulfato de cobre), quando expostas a meios eletrolíticos representativos de condições de operação de eletrolisadores. As amostras foram imersas por 24 h em soluções ácida (HCl 1 mol/L), básica (KOH 1 mol/L) e neutra (água destilada), sendo avaliadas quanto à variação de massa, alterações estruturais e integridade visual. Observou-se que, em meio ácido, a intensa protonação dos grupos amino da quitosana resultou em inchaço e degradação significativa das membranas. Em meio básico, a desprotonação favoreceu a preservação estrutural, embora membranas com Cu²⁺ tenham apresentado mudanças cromáticas associadas à formação de complexos. Em água destilada, o desempenho variou conforme o aditivo: a glicerina conferiu maior estabilidade, a combinação de ácido cítrico e amido aumentou a absorção hídrica, e o Cu²⁺ reduziu parcialmente o colapso estrutural. Esses resultados evidenciam que a escolha dos aditivos desempenha papel decisivo na modulação da estabilidade das membranas, fornecendo subsídios para o desenvolvimento de filmes poliméricos mais resistentes e adaptados a diferentes condições eletrolíticas, especialmente em aplicações ligadas à produção sustentável de hidrogênio verde.

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Publicado

2025-10-31