DISTÚRBIO NEUROLÓGICO EM FURÃO (Galictis cuja) ATENDIDO NO CENTRO DE TRIAGEM E REABILITAÇÃO DE ANIMAIS SILVESTRES (CETRAS/UNICENTRO): RELATO DE CASO

Autores

  • Stephany Camargo Eberl
  • Beatriz Scarabel de Oliveira
  • Fernanda Gattermann
  • Renata Cuchi
  • Luna Scarpari Rolim
  • Rodrigo Antonio Martins de Souza

Palavras-chave:

Distúrbio neurológico. Galictis cuja. Mustelídeo. Trauma cranioencefálico. Tratamento anticonvulsivante

Resumo

O furão-pequeno (Galictis cuja) é um mustelídeo amplamente distribuído na América do Sul, mas sofre com ameaças antrópicas, sendo os Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS) essenciais para sua reabilitação. O presente trabalho relata o atendimento clínico e a evolução de um caso de distúrbio neurológico pós-traumático em um exemplar jovem de Galictis cuja, atendido no CETRAS da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) após ataque por cães. Na admissão, o animal apresentava apatia, hipotermia, tremores, inclinação de cabeça e acentuado desequilíbrio postural, compatíveis com traumatismo cranioencefálico. As avaliações radiográficas revelaram enfisema subcutâneo e sinais sugestivos de peritonite decorrentes das mordeduras. Instituiu-se tratamento com antibioticoterapia, anti-inflamatórios, analgesia e monitoramento glicêmico. A partir do quinto dia, o animal apresentou episódios convulsivos, inicialmente controlados com diazepam e posteriormente com fenobarbital. Após 14 dias, houve recidiva das convulsões, sugerindo resposta terapêutica incompleta, possivelmente relacionada à dose subterapêutica de fenobarbital ou a sequelas do trauma. Conclui-se que o tratamento de distúrbios neurológicos em mustelídeos silvestres demanda monitoramento contínuo e ajustes individualizados, sendo limitado pela escassez de protocolos específicos.

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Publicado

2026-08-24