DESAFIOS PARA IMPLANTAÇÃO DE UM AQUÁRIO MARINHO EM FOZ DO IGUAÇU

Autores

  • Rafael Silva dos Santos
  • Rafael Franco Valle
  • Vithoria Cordeiro Coimbra
  • Pedro Luiz Cazella Fogaça
  • Luana Bernadino de Alcantara

Palavras-chave:

Aquário Marinho, Foz do Iguaçu, Conservação ex situ, Educação Ambiental

Resumo

Aquários de visitação pública passaram por transformações significativas, evoluindo para ambientes amplos que simulam habitats naturais e destacam interações ecológicas. Nesse contexto, consolidaram-se como importantes centros de pesquisa, conservação e educação ambiental. A proposta de implantação de um aquário marinho em Foz do Iguaçu ganha relevância ao ser associada à realidade dos rios Iguaçu e Paraná, reforçando o conceito de conectividade entre os ecossistemas aquáticos. A ideia de circuito, do ambiente dulcícola e marinho, evidencia que todos os rios, direta ou indiretamente, se conectam aos oceanos, integrando processos ecológicos globais. Com área de aproximadamente 23 mil m² e cerca de 3,3 milhões de litros de água, o Aquário de Foz do Iguaçu - AquaFoz, abriga mais de 300 espécies de água doce e salgada, consolidando-se como espaço de turismo, ciência e sensibilização ambiental. A operação de um aquário marinho em região interiorana, no entanto, apresenta desafios técnicos relevantes. A produção de água salgada artificial já demandou cerca de 3,5 milhões de litros e o uso de aproximadamente 80 toneladas de sal marinho de alta pureza, além de controle rigoroso dos parâmetros físico-químicos. A manutenção do sistema envolve monitoramento contínuo, renovação periódica da água e atuação de equipe multidisciplinar. Apesar dos desafios, o empreendimento reforça seu papel como ferramenta estratégica para educação, conservação e compreensão integrada dos ecossistemas aquáticos.

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Publicado

2026-08-24