Decolonização da Comunicação Organizacional: Disputas Epistêmicas e Reconfigurações Democráticas na Universidade Pública
Resumo
Este trabalho analisa o papel da comunicação organizacional de universidades públicas na consolidação da democracia e da cidadania em contextos institucionais contemporâneos, tomando as universidades públicas brasileiras como territórios culturais inscritos na cidade. Sustenta-se que a comunicação organizacional não se reduz a instrumento técnico de gestão, mas constitui dimensão ontológica das organizações, estruturando regimes de visibilidade, reconhecimento e legitimidade. A partir da perspectiva decolonial, argumenta-se que racionalidades comunicacionais atravessadas pelas tradicionais estruturas de poder, do saber e do ser produzem hierarquias epistêmicas que tensionam a democracia institucional. Propõe-se a decolonização da comunicação organizacional como categoria analítica e horizonte normativo para reorientar práticas institucionais em direção à pluralidade territorial, ao comum e à ampliação da cidadania e a produção de conhecimento.Downloads
Publicado
2026-05-30 — Atualizado em 2026-05-30
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