Autoria, IA e ecossistemas cognitivos: credibilidade, legitimidade e regulação universitária na pesquisa científica

Autores

  • Francisco Gonçalves da Conceição
  • Gisela Maria Alves Santos

Palavras-chave:

Grupo de Pesquisa, GP 1: Ensino, formação e pesquisa, Presencial, GP 1: Ensino, formação e pesquisa

Resumo

O estudo analisa como universidades públicas brasileiras vêm regulamentando o uso da Inteligência Artificial Generativa na pesquisa científica e na redação acadêmica, com foco na preservação da autoria humana como eixo de responsabilização. O problema envolve não apenas identificar quem escreve, mas imputar responsabilidade pelo que é afirmado, explicitar mediações técnicas, rastrear procedimentos e sustentar critérios de credibilidade e legitimidade institucional. O referencial teórico articula a noção de ecologia cognitiva, de Pierre Lévy, às críticas de Barthes e Foucault à autoria como origem soberana do sentido, assim como o conceito de Bakhtin de ato responsível. A metodologia combina revisão bibliográfica e análise documental de normativas de universidades públicas brasileiras. Os resultados parciais indicam convergência em cinco núcleos regulatórios: afirmação da autoria humana, transparência quanto ao uso da IAG, rastreabilidade e auditabilidade dos procedimentos, delimitação de usos aceitáveis e prevenção de plágio, má conduta e uso indevido de dados. Conclui-se que a autoria vem sendo redefinida menos como origem individual do texto e mais como posição de responsabilidade, curadoria crítica e assunção pública das consequências do processo de pesquisa em ecossistemas cognitivos tecnicamente mediados.

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Publicado

2026-06-02 — Atualizado em 2026-06-02

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