UTILIZAÇÃO DE MÁSCARA 3D PARA ANESTESIA VETERINÁRIA EM LAGOMORFOS – LagMask 2.0®
Palavras-chave:
Impressão 3D, Anestesia, InovaçãoResumo
O aumento na demanda por equipamentos específicos para anestesia inalatória em roedores e lagomorfos tem exposto limitações das soluções improvisadas comumente utilizadas na prática veterinária, que muitas vezes comprometem a segurança e o conforto dos pacientes. Nesse contexto, foi desenvolvida a LagMask 1.0®, máscara anestésica produzida por impressão 3D em filamento ABS, com design adaptado à anatomia dessas espécies. Embora funcional e confiável, o modelo inicial apresentou restrições quanto à adaptação anatômica, conforto do paciente e resistência a higienizações repetidas. O objetivo deste trabalho foi aperfeiçoar o modelo 1.0, resultando na LagMask 2.0® (Figura 1), fabricada em TPU (poliuretano termoplástico), visando maior flexibilidade, durabilidade e desempenho clínico. A máscara manteve o conceito estrutural da versão inicial: formato cilíndrico com abertura frontal para acomodação dos incisivos superiores, encaixe para cinta elástica e conexão posterior compatível com sistemas de ventilação artificial, incluindo o sistema Baraka, disponível em ângulos de 90° e 45°. O processo de modelagem foi realizado no software Tinkercad, e a impressão 3D feita com filamento TPU (Poliuretano termoplástico), material que combina elasticidade e resistência química, reduzindo deformações após higienização. As dimensões padrão do modelo médio são as seguintes: o cilindro central possui 40 mm de comprimento, 30 mm de diâmetro externo e parede com 1,5 mm de espessura. A entrada de ventilação perpendicular apresenta 22 mm de comprimento, enquanto a entrada oblíqua mede 32 mm, ambas com 15 mm de diâmetro e parede de 1,5 mm. Foram desenvolvidas três versões, pequena, média e grande, que se diferenciam exclusivamente pelo diâmetro da abertura frontal (20 mm, 27 mm e 32 mm, respectivamente) e pelo tamanho da abertura para encaixe dos incisivos (5 mm, 8 mm e 11 mm, respectivamente). A avaliação foi realizada por meio de testes práticos em procedimentos odontológicos de lagomorfos e roedores (Figura 2), comparando estabilidade, conforto, vedação e resistência do material em relação ao modelo 1.0. Os critérios incluíram: eficiência na condução dos gases anestésicos, ajuste anatômico, resistência mecânica e integridade após processos de limpeza com desinfecção química e lavagem mecânica. Com resultado o uso do TPU conferiu ao modelo 2.0 maior adaptação às variações anatômicas, aumentando o conforto do paciente e a vedação durante a anestesia. A flexibilidade do material reduziu pontos de pressão excessiva, sem comprometer a eficiência na condução dos gases. O dispositivo não apresentou deformações ou desgaste estrutural após múltiplos ciclos de higienização. Os três tamanhos disponíveis permitiram ajustes precisos para diferentes portes de pacientes adultos, mantendo a padronização estrutural para produção em escala. Comparado ao modelo 1.0, a LagMask 2.0® apresentou melhor vedação, maior conforto e resistência mecânica superior, sem aumento significativo no custo de produção. Sendo assim, o aperfeiçoamento da LagMask® resultou em um dispositivo mais eficiente, seguro e confortável para anestesia inalatória em lagomorfos e roedores. A substituição do ABS pelo TPU proporcionou vantagens significativas, tornando a versão 2.0 adequada para uso clínico rotineiro e replicável em diferentes contextos, mantendo baixo custo e alta reprodutibilidade.
