USO DO SENSOR ODONTOLÓGICO PARA RADIOGRAFIAS EM ANIMAIS SILVESTRES E PETS NÃO-CONVENCIONAIS
Palavras-chave:
sensor odontologico, dentista, animais silvestresResumo
O diagnóstico por imagem na medicina veterinária é fundamental para análisesdetalhadas de ossos, tecidos moles e das cavidades corporais, dessa forma odiagnóstico de fraturas, neoplasias, obstruções e outras enfermidades é feito deforma mais rápida e eficiente (2). A radiografia é um exame de imagem rápido,acessível, não invasivo e altamente aplicável, sendo utilizado desde a triagem dopaciente, a definição de condutas clínicas e cirúrgicas até o acompanhamento darecuperação do indivíduo (2,3). O sensor odontológico tem sido cada vez maisutilizado na rotina clínico-cirúrgica de animais silvestres e pets não convencionais,devido à sua versatilidade, aplicabilidade e eficiência na avaliação de cavidadecelomática de passeriformes, no diagnóstico e acompanhamento de traumas, porexemplo, em animais de pequeno porte, como passeriformes, roedores e répteis. Aportabilidade do aparelho possibilita a realização de exames fora do planohorizontal, reduzindo a necessidade de contenção física e o estresse. Estudosmostram que esses equipamentos emitem doses de radiação significativamenteabaixo dos limites mínimos recomendados para profissionais da radiologiaveterinária, oferecendo maior segurança à equipe e aos pacientes durante examesfrequentes (1). Este trabalho objetiva relatar as aplicações e vantagens do uso dosensor odontológico digital na rotina clínico-cirúrgica de animais silvestres e petsnão convencionais. As fraturas estão entre as causas mais comuns de cirurgias emaves e podem acometer diversos ossos (4), além disso, em lesões de aves derapina e não rapinantes, 85% dos casos de fratura eram fratura simples, sendo aulna a estrutura mais acometida em rapinantes (28%), em não rapinantes foi o rádiocom 24% dos casos (5). Na rotina clínica, o uso do sensor odontológico digital temse mostrado eficiente e capaz de produzir imagens de maior qualidade emcomparação aos equipamentos radiográficos tradicionais. Em uma Iguana-Verde(Iguana iguana) (Figura 1) que apresentava aumento de volume nodular em facedorsal de dígito de membro torácico esquerdo, por exemplo, a radiografiaodontológica evidenciou alterações sugestivas de neoplasia, descartandoproliferação de tecidos moles, inflamação ou material caseoso. Em uma corujaburaqueira (Athene cunicularia) e uma suindara (Tyto furcata) (Figura 1) queapresentavam, respectivamente, fratura em rádio e ulna e não união de úmero, ofato do aparelho possibilitar a obtenção de imagens em planos oblíquos com omínimo de tempo de contenção, reduzindo o estresse do animal durante o manejo,foram essenciais para o acompanhamento pós-operatório. Além disso, em um casode um filhote de Timbu(Didelphis albiventris) (Figura 2), a radiografia convencionalpermitiu identificar fratura patológica, baixa densidade e malformações ósseas,porém o uso do sensor odontológico revelou tais alterações de formasignificativamente mais nítida , o que foi essencial para a conduta clínica. A práticaclínica demonstra que o sensor odontológico digital é uma ferramenta tecnológicasegura, eficiente e precisa no atendimento de espécies silvestres e nãoconvencionais, capaz de proporcionar imagens de alta qualidade com menor tempode contenção e estresse, além da capacidade de obtenção de imagens emdiferentes planos facilitarem o diagnóstico, contribuindo para uma melhor condutaclínica-cirúrgica.
