Anadenanthera peregrina (L.) Speg. var. peregrina TEORES DE MACRONUTRIENTES VERSUS DENSIDADE DE PLANTIO

Anadenanthera peregrina (L.) Speg. var. peregrina TEORES DE MACRONUTRIENTES VERSUS DENSIDADE DE PLANTIO

Autores

  • Joana Scheidegger Marinato
  • Hivo Reblin Eufrasio
  • Marcos Vinicius Winckler Caldeira
  • Paulo André Trazzi
  • Robert Gomes
  • Gabriel Soares Lopes Gomes
  • Iago Cabral Peres dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.55592/CFB.2022.8005384

Resumo

Na implantação de povoamentos florestais, é importante a definição do espaçamento a ser usado, devido este afetar diretamente o desenvolvimento da espécie. Anadenanthera peregrina (L.) Speg. var. peregrina (angico-vermelho) é uma espécie amplamente utilizada em reflorestamentos, mas que apresenta poucos estudos relacionando o teor de nutrientes a seus compartimentos. Sendo assim, o presente estudo visa analisar o efeito da densidade de plantio no teor dos macronutrientes nos componentes da biomassa de A. peregrina var. peregrina aos 7,5 anos. A área de plantio está localizada no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – ES, no distrito de Rive, Alegre, ES. Foi utilizado dois espaçamento (3 x 2 m e 4 x 3 m) distribuídos em três blocos com classes de solos diferentes. Foram amostradas 18 parcelas de 30 m x 50 m, selecionou-se 10 árvores com base no diâmetro médio e desvio padrão. Para a amostragem de madeira foram retirados discos com casca, de aproximadamente 5,0 cm de espessura nas posições 0,10 m, DAP (diâmetro a altura do peito), ½ do comprimento do fuste e topo. As amostras de casca foram extraídas dos discos de madeira, constituindo uma amostra composta dos diâmetros amostrados. Galhos grossos e galhos finos foram coletados em todos os diâmetros e alturas da copa. Nas folhas foram retiradas amostras da base, meio e ponta da copa. Posteriormente, foram armazenados em sacos plásticos, identificados, pesados, secos em estufa, triturados em moinho de facas e enviados ao laboratório para análise química dos tecidos. As médias foram comparadas pelo teste Tukey a 5 % de significância. Os teores de N diferiram apenas na casca, sendo o espaçamento 4 x 3 m superior a 3 x 2 m. Os teores de P e K apresentaram significância em todos os compartimentos. Os teores de Ca foram superiores no espaçamento 3 x 2 m na maioria dos compartimentos, destacando-se o tronco no 4 x 3 m. Os teores de Mg foram significativos na casca, folhas e tronco, com superioridade no espaçamento 3 x 2 m. As folhas obtiveram os maiores teores nos macronutrientes, exceto P e Ca, com elevados teores nos galhos finos e casca, respectivamente. Uma possível justificativa para esses resultados é que as árvores que estavam no espaçamento 3 x 2 m apresentaram uma copa mais desenvolvida e tronco menor, devido ao adensamento do plantio, competição por espaço e recursos. Em sua maioria, as folhas apresentaram os maiores teores no espaçamento adensado, justificado pela demanda nutricional da copa. O compartimento casca teve maior teor de Ca, elemento de baixa mobilidade e com função estrutural. Desta forma, percebe-se que há influência dos espaçamentos de plantio nos teores de macronutrientes na biomassa de A. peregrina var. peregrina.

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Publicado

2022-11-09

Como Citar

Scheidegger Marinato, J., Reblin Eufrasio, H., Vinicius Winckler Caldeira, M., André Trazzi, P., Gomes, R., Soares Lopes Gomes, G., & Cabral Peres dos Santos, I. (2022). Anadenanthera peregrina (L.) Speg. var. peregrina TEORES DE MACRONUTRIENTES VERSUS DENSIDADE DE PLANTIO. 9° ongresso lorestal rasileiro, 1(1), 110. https://doi.org/10.55592/CFB.2022.8005384

Edição

Seção

Trabalhos Científicos

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