A EMERGÊNCIA DA SUBJETIVIDADE COMO AÇÃO DE RESISTÊNCIA AO JORNALISMO MASCULINISTA-COLONIALISTA

Autores

  • Marcia Veiga

Palavras-chave:

Jornalismo. Subjetividade. Resistência

Resumo

Neste artigo discuto como as narrativas dos jornalistas Caco Barcellos e Eliane Brum sobre sobre suas práticas jornalísticas são delineadas pela dimensão subjetiva e dão pistas de serem ações de resistência ao masculinismo colonialista predominante no campo. Ao analisar estas narrativas, penso ter encontrado pistas de rupturas paradigmáticas e epistemológicas que forjam os tipos de conhecimento que norteiam a profissão e fazem do conhecimento social do jornalismo um reprodutor dos sistemas de poder-saber (Foucault, 2012) que transformam diferenças em desigualdades. Ao fazerem emergir a dimensão subjetiva, demonstram expressar a condição de agência e de reflexividade (Giddens, 2002;2003) dos profissionais, ignorada pelos saberes prevalentes no campo, bem como os moldes de uma objetividade feminista uma objetividade localizada (Haraway, 1995) que contraria e coloca em xeque as condições restritivas de inteligibilidade promovidas pela noção de objetividade jornalística dominante

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Publicado

2026-06-04