TRABALHO JORNALÍSTICO, PLATAFORMAS DIGITAIS E CAPTURA DE DADOS: os limites da independência nos arranjos alternativos
Palavras-chave:
Arranjos de trabalho, Datificação do jornalismo, jornalismo independenteResumo
Este artigo tem por objetivo discutir como a trajetória de trabalho de jornalistas em arranjos independentes e alternativos aos conglomerados de mídia se transformou nos últimos anos. A hipótese de pesquisa é de que a plataformização e a datificação da atividade de trabalho tornaram esses arranjos de trabalho de jornalistas dependentes das lógicas impostas pelo modelo de negócio das empresas de plataformas sociodigitais, sobretudo, Google e Meta. A metodologia adotada para a pesquisa foi o estudo da organização e das formas de financiamento desses arranjos, para definir perfis e categorias analíticas, a partir dos quais foram escolhidos profissionais para as entrevistas. Os resultados obtidos comprovam a hipótese inicial e indicam contradições que levam a problematizar como se dá a datificação do trabalho e qual a validade de se manter a adjetivação de independência e alternatividade para esses arranjos de trabalho de jornalistas.