TRABALHO JORNALÍSTICO, PLATAFORMAS DIGITAIS E CAPTURA DE DADOS: os limites da independência nos arranjos alternativos

Autores

  • roseli figaro
  • Cláudia Nonato
  • Fernando Felício Pachi Filho
  • Talitha Paratela
  • Rayna Caroline Muniz Ramos

Palavras-chave:

Arranjos de trabalho, Datificação do jornalismo, jornalismo independente

Resumo

Este artigo tem por objetivo discutir como a trajetória de trabalho de jornalistas em arranjos independentes e alternativos aos conglomerados de mídia se transformou nos últimos anos. A hipótese de pesquisa é de que a plataformização e a datificação da atividade de trabalho tornaram esses arranjos de trabalho de jornalistas dependentes das lógicas impostas pelo modelo de negócio das empresas de plataformas sociodigitais, sobretudo, Google e Meta. A metodologia adotada para a pesquisa foi o estudo da organização e das formas de financiamento desses arranjos, para definir perfis e categorias analíticas, a partir dos quais foram escolhidos profissionais para as entrevistas. Os resultados obtidos comprovam a hipótese inicial e indicam contradições que levam a problematizar como se dá a datificação do trabalho e qual a validade de se manter a adjetivação de independência e alternatividade para esses arranjos de trabalho de jornalistas.

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Publicado

2026-06-04