RITMO E IMAGINÁRIO: em direção a uma abordagem simbólica do tempo vivido
Palavras-chave:
Temporalidade. Ritmo. ImaginárioResumo
O artigo investiga a noção de ritmo como categoria fundamental para compreender a temporalidade vivida, a partir dos trabalhos de Leonardo Coimbra, Lúcio Pinheiro dos Santos, Gaston Bachelard e Henri Lefebvre. A discussão progressiva desses pensadores do século XX é decisiva para deslocar o debate sobre o tempo de uma ordem linear para sua dimensão processual, descontínua e situada. Contudo, suas formulações pouco exploram os processos simbólicos que tornam os ritmos narráveis e afetivamente apropriáveis. Diante disso, propomos complementar a teorização rítmica com o imaginário de Gilbert Durand, sustentando que imagens, mitos e regimes simbólicos mediam a experiência temporal. Defendemos, assim, o tempo como dimensão sensível e simbólica da existência humana em movimento