MORFOLOGIA DO FÍGADO DE IGUANA VERDE (Iguana iguana)

Autores

  • Juliana Dias Leal
  • Juliana da Costa Costa
  • Melina de Jesus Gonçalves Bernar
  • Msc.Isabella Bittencourt Pires Chaves
  • Max Alex Santos Ferreira
  • Profª. Dra. Érika Renata Branco
  • Profª. Dra. Elane Guerreiro Giese
  • Ana Rita Fontel de Melo
  • Profª. Dra. Ellen Yasmin Eguchi Mesquita

Palavras-chave:

Anatomia comparada, Hepatologia, Melanomacrófagos

Resumo

A Iguana iguana, popularmente conhecida como iguana-verde, é um réptil da família Iguanidae com ampla distribuição no Brasil, habitando ecossistemas tropicais e subtropicais (1). Apesar de sua relevância ecológica e clínica, ainda são escassos os estudos detalhados sobre a morfologia de suas glândulas anexas. Este estudo teve como objetivo caracterizar macro e microscopicamente o fígado de iguanas-verdes, visando fornecer subsídios para a medicina veterinária e pesquisas biológicas. Foram analisados seis exemplares (machos e fêmeas, jovens e adultos) provenientes de óbito por atropelamento, morte natural ou traumas, coletados sob autorização SISBIO nº 23401-8. Os espécimes foram descongelados, dissecados e o fígado retirado para análise macroscópica e microscópica. Macroscopicamente, o órgão apresentou coloração acinzentada, medindo cerca de 9 cm, com prolongamento cônico no antímero direito de até 13 cm. Não havia divisão evidente em lobos, apenas separação parcial em direito e esquerdo, envoltos por cápsula hepática e sustentados pelo ligamento falciforme hepático (Figura 1). Topograficamente, ocupava grande parte da cavidade celomática superior, do segundo ao décimo arco costal. Microscopicamente, observou-se sistema porta hepático com veia central circundada por artérias hepáticas e ductos biliares, cordões de hepatócitos sustentados por tecido conjuntivo frouxo e capilares sinusóides abundantes. Notou-se a presença de melanomacrófagos dispersos no parênquima, além de vacúolos intracitoplasmáticos e hepatócitos predominantemente cúbicos com núcleo central (Figura 2). A ausência de lobulação poliédrica evidente, descrita em outros répteis, confirma a variabilidade anatômica intraordem (2,3). A presença de melanomacrófagos sugere papel imunológico, possivelmente relacionado à dieta herbívora e à defesa contra parasitos gastrintestinais, como já proposto em estudos anteriores (4,5). Conclui-se que a morfologia hepática da Iguana iguana apresenta particularidades relevantes para a compreensão de sua fisiologia, manejo clínico e conservação, fornecendo dados inéditos para a espécie na região amazônica.

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Publicado

2026-03-22