ANADENANTHERA PEREGRINA (L.) SPEG. VAR. PEREGRINA: TEORES DE MICRONUTRIENTES VS DENSIDADE DE PLANTIO

ANADENANTHERA PEREGRINA (L.) SPEG. VAR. PEREGRINA: TEORES DE MICRONUTRIENTES VS DENSIDADE DE PLANTIO

Autores

  • Amanda Mendonça Assis
  • Hivo Reblin Eufrásio
  • Marcos Vinicius Winckler Caldeira
  • Paulo André Trazzi
  • Robert Gomes
  • Gabriel Soares Lopes Gomes
  • Érika Araújo dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.55592/CFB.2022.2186793

Resumo

Com a escassez de pesquisas sobre a densidade de plantio e informações nutricionais para espécies nativas, é primordial a realização de estudos como este, que objetiva avaliar a interferência do espaçamento de plantio nos teores de micronutrientes nos componentes da biomassa acima do solo em plantio de Anadenanthera peregrina (L.) Speg. var. peregrina. O experimento foi desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – ES (Campus de Alegre), estabelecido em blocos casualizados com dois espaçamentos (3 m x 2 m e 4 m x 3 m) e três blocos com solos distintos, sendo Argissolo Vermelho Amarelo eutrófico, Cambissolo háplico eutrófico e Latossolo Vermelho Amarelo distrófico. Foram utilizadas 10 árvores por espaçamento, amostradas aos 7,5 anos de idade. Os galhos e folhas foram retirados ao longo de toda a copa, sendo os galhos subdivididos em galhos finos (até 1,0 cm de diâmetro) e galhos grossos (acima de 1,0 cm de diâmetro). Para o tronco e casca foram retirados discos com aproximadamente 5,0 cm de espessura nas posições 0,10 m, DAP e topo. As amostras foram secas, pesadas e quimicamente caracterizadas, utilizando o extrator Mehlich-1. Os dados foram submetidos à análise de variância e teste Tukey a 5 % de significância. Foi constatado que na casca, houve maior teor de Zn (17,93 mg kg-1) e Mn (69,77 mg kg-1) no espaçamento 3 m x 2 m, enquanto que os teores de Fe (101,30 mg kg-1) e Cu (2,67 mg kg-1) foram maiores para o espaçamento 4 m x 3 m. Nas folhas, os teores de todos os micronutrientes foram superiores no espaçamento 3 m x 2 m, com valores de Zn, Fe, Mn e Cu iguais a 25,69; 101,98; 0312,98; e 8,57 mg kg-1, respectivamente. Nos galhos finos, o teor de Zn (32,30 mg kg-1), Fe (59,55 mg kg-1), e Cu (32,30 mg kg-1) foi maior no espaçamento 3 m x 2 m, enquanto o Mn (62,91 mg kg-1) foi maior para o espaçamento 4 m x 3 m. Nos galhos grossos, houve maior teor de Zn (13,05 mg kg-1) e Fe (30,08 mg kg-1) no espaçamento 3 m x 2 m e de Mn (29,19 mg kg-1) para o espaçamento 4 m x 3 m. No tronco, houve maior teor de Cu (1,19 mg kg-1) no espaçamento 3 m x 2 m e de Zn (2,28 mg kg-1), Fe (26,33 mg kg-1) e Mn (10,13 mg kg-1) para o espaçamento 4 m x 3 m. Uma das possíveis causas para o maior teor de micronutrientes na copa pode estar relacionada a incidência de luz. Quanto mais adensado, maior competição interespecífica por recursos de crescimento e maior o desenvolvimento de galhos e folhas, a fim de atender a demanda fotossintética. Quanto mais amplo, menor a competição e as árvores geralmente apresentam crescimento em diâmetro maior, justificando o maior teor da maioria dos micronutrientes no espaçamento de 4 m x 3 m. Assim, nota-se a influência do espaçamento em relação aos teores de micronutrientes nos componentes da A. peregrina var. peregrina.

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Publicado

2022-11-09

Como Citar

Mendonça Assis, A., Reblin Eufrásio, H., Vinicius Winckler Caldeira, M., André Trazzi, P., Gomes, R., Soares Lopes Gomes, G., & Araújo dos Santos, Érika. (2022). ANADENANTHERA PEREGRINA (L.) SPEG. VAR. PEREGRINA: TEORES DE MICRONUTRIENTES VS DENSIDADE DE PLANTIO. 9° ongresso lorestal rasileiro, 1(1), 125. https://doi.org/10.55592/CFB.2022.2186793

Edição

Seção

Trabalhos Científicos

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