CINEMA E AUDIOVISUAL COMO MÁQUINAS DO TEMPO: Mídia, memória e imaginário na produção seriada e cinematográfica contemporâneas
Palavras-chave:
Mídia. Máquina do tempo. Black MirrorResumo
A partir da ideia de Michael Goddard de uma compreensão da mídia como máquina do tempo e de alguns empréstimos intempestivos de Marshall McLuhan, o artigo tem como objetivo propor uma reflexão crítica sobre dois episódios da nova temporada de Black Mirror. Os episódios três e cinco, respectivamente Hotel Reverie e Eulogy, lidam com o cinema e com a fotografia como dispositivos temporais. Para compreendê-los melhor analisamos os filmes “Em algum lugar do passado”, “A rosa púrpura do Cairo” e “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” que abordam questões mnemômicas e midialógicas que orbitam os episódios da série. A ideia aqui não é propor nem uma análise fílmica ou do audiovisual seriado, mas pensar como essas cinco obras passeiam por esse universo maquínico das temporalidades e das mídias.