Precisamos falar sobre pseudoarqueologia: implicações para a prática arqueológica e sua comunicação
Palavras-chave:
Arqueologia, Pseudoarqueologia, Comunicação científica, PseudociênciaResumo
O artigo analisa o posicionamento da arqueologia brasileira no ambiente digital diante da circulação da narrativa pseudoarqueológica da “Cidade Perdida de Ratanabá”. Através de uma abordagem quantitativa e qualitativa, foi realizada a análise de conteúdos relacionados ou produzidos por arqueólogos e publicados entre 2022 e 2025 em veículos jornalísticos digitais, perfis institucionais no Instagram e podcasts disponíveis no Spotify. Observou-se uma atuação reativa da arqueologia, marcada pela centralidade da imprensa como mediadora e pela limitada produção autoral institucional nas redes sociais. Essa configuração evidencia uma assimetria comunicacional entre arqueologia e pseudoarqueologia, potencializada pelos mecanismos de recomendação algorítmica. Conclui-se que o enfrentamento à pseudoarqueologia exige a incorporação sistemática da comunicação pública online como dimensão da prática arqueológica.