AMBIÊNCIAS COMUNICACIONAIS, ATIVOS FONOGRÁFICOS E PAISAGENS AFETIVAS: o Nordeste como espaço-problema
Palavras-chave:
Fonografia, Ambiências comunicacionais, Paisagens afetivas, Nordeste como espaço-problemaResumo
O artigo propõe articular música, afeto e ambiência comunicacional para problematizar o Nordeste como campo de conflito, valorizando as tensões, deslocamentos e assimetrias nos modos de habitar, sentir e imaginar a região. A música é considerada como dispositivo fonográfico, ou seja, é campo de práticas, experiências e materialidades sonoras tecnicamente mediadas, capaz de inscrever, reiterar e tensionar pertencimentos e engajamentos afetivos em heterogêneos fluxos sônicos/audiovisuais que envolvem gravação, circulação, escuta, memória, corporeidades e prazeres estéticos que constituem paisagens afetivas sobre o Nordeste brasileiro. Nesse percurso, mobiliza repertórios de artistas como Belchior, Raul Seixas, Reginaldo Rossi, João Gomes e Mari Fernandez. Tomado como espaço-problema, o Nordeste constitui-se como um horizonte histórico de inteligibilidade, no qual se articulam, de forma contingente, forças econômicas, políticas, culturais e simbólicas em tensão.