NO ÍNTIMO: ancestralidade e desconstrução de imagens de controle na arte contemporânea
Palavras-chave:
Arte contemporânea, Ancestralidade, Imagens de controleResumo
Apesar dos recentes avanços conquistados pela luta antirracista no Brasil, ainda enfrentamos sériosproblemas ligados sobretudo às imagens construídas historicamente em torno do negro. O campo da artecontemporânea se apresenta então como um importante espaço comunicacional para desconstrução de taisimagens. Assim, este artigo problematiza como a instalação sensorial e performance No Íntimo (2025), do artistaemergente Lindolfo Roberto Nascimento, trabalha a ideia de ancestralidade com o intuito de desconstruirimagens de controle em rituais afro-brasileiros. Para tanto, nos valeremos da abordagem das extremidades deMello (2008) para discutir como a obra propõe experiências ético-estético-políticas que deslocam a relação entrepúblico, corpo e espaço expositivo. A partir desta análise, pretende-se demonstrar como a obra contribui para oavanço nas discussões entre comunicação e arte contemporânea a partir de práticas rituais presentes no fazernegro em prol da luta antirracista.