ARTES VISUAIS, RAÇA E IA: metodologia rizomática para análise de imagens negras generativas
Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Artistas Negros Contemporâneos, ContravisualidadeResumo
O artigo analisa como artistas negros mobilizam a inteligência artificial (IA) como ferramenta estética, política e epistêmica, convertendo imagens generativas territórios de invenção e restituição visual. Partindo de que plataformas e algoritmos reforçam controle e desigualdades, o estudo desloca o debate para contravisualidades: rotas de fuga criativa, fabulação crítica e tecnopoéticas de reparação, memória e reinvenção de futuros visíveis. Propõe uma estrutura metodológico-analítica rizomática em dois eixos: (1) teórico-metodológico, articulando estética reparativa; fabulação crítica/afrofabulação; tecnopoéticas negras e autoinscrição; e (2) analítico-interpretativo, com quatro vetores de análise: contra-arquivos afetivos e de justiça visual; alucinações algorítmicas; cronopolíticas da fabulação; e autoinscrição/soberania da memória. O método evidencia a IA como um campo de disputa visual que produz imagens negras faltantes que reconfiguram presenças, temporalidades e afetos.