PARA ALÉM DO SINGULAR: pluralidades territoriais e desafios das narrativas sobre as Amazônias
Palavras-chave:
Amazônias, Comunicação, Narrativas institucionais e midiáticasResumo
Este artigo discute a necessidade de uma inflexão epistemológica na compreensão da Amazônia, enquanto categoria singular, como abstração funcional que tende a homogeneizar territórios e silenciar assimetrias. Com base na hermenêutica de Paul Ricoeur e na geografia crítica de Milton Santos, propõe a noção de “Amazônias” como operador analítico e ético capaz de tensionar narrativas redutoras. Analisa-se a Amazônia Legal enquanto construção institucional que mostra o descompasso entre a unidade normativa e a experiência vivida nos territórios. Em seguida, investiga-se a práxis jornalística da agência Amazônia Real, a partir dos eixos interpretativos da territorialidade, da pluralidade e das temporalidades. Observa-se como o jornalismo pode promover leituras culturais ao conferir protagonismo às realidades locais. Conclui-se que o plural não se limita a uma escolha semântica, mas atua como operador de justiça epistemológica, e gera uma comunicação comprometida com a diversidade regional.