A COLONIALIDADE DAS NOTÍCIAS E A (IN)SOCIABILIDADE DE GÊNERO: O silenciamento jornalístico versus a agência em cartas-documento

Autores

  • Albertina Vieira de Melo Gomes Oliveira
  • Danila Cal

Palavras-chave:

Colonialidade das notícias Jornalismo Amazônia

Resumo

Este artigo investiga como a colonialidade das notícias configura mecanismos de
(in)sociabilidade na cobertura sobre a Amazônia, especificamente em relação ao
protagonismo das mulheres. Através do Índice de Colonialidade das Notícias (ICN),
analisou-se um corpus de 68 matérias sobre eventos pré-COP30 nos veículos G1,
Sumaúma, Amazônia Real e Tapajós de Fato. Os resultados confirmam a hipótese de
uma "insociabilidade mediada" no jornalismo hegemônico (G1), que registra um
saldo de reforço colonial (IBC +344) e silenciamento das demandas de agência
propostas por movimentos sociais em Cartas-Documento. Em contrapartida, o
jornalismo contra-hegemônico restaurou a sociabilidade ao atingir criticidade
máxima (TC 1,0), validando saberes ancestrais e redes de afeto. Conclui-se que a
descolonização das notícias exige uma desobediência epistêmica que transcenda a
lógica de exploração e reconheça as mulheres amazônicas como sujeitos políticos
centrais.

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Publicado

2026-06-08