NORDESTE EM DISPUTA: corpo e territorialidades no brega funk de Recife (PE) e no pagotrap de Salvador (BA)

Autores

  • Nadja Vladi Gumes
  • Henrique Tenório
  • Kelven Figueiredo
  • Tatiana Rodrigues Lima

Palavras-chave:

Nordeste1. Música Pop 2. Performance 3. Brega Funk 4. Pagotrap 5

Resumo

O artigo analisa as reverberações do pagotrap de Salvador e do brega do Recife na música pop, destacando suas conexões com o corpo, a territorialidade e as dinâmicas culturais periféricas, por meio da performance (Schechner, 2019; Taylor, 2013). A partir do conceito de "corpomídia" de Christine Greiner (2004) e do "tempo espiralar" de Leda Maria Martins (2021), o corpo é entendido como agente ativo nas interações e meio pelo qual as performances capazes de ressignificar experiências se materializam. O brega e o brega funk são abordados como expressões que emergem das periferias do Nordeste, articulando questões de classe, gênero e raça, ao passo que o pagotrap conecta ritmos afro-diaspóricos e contemporâneos. Esses gêneros demonstram como práticas periféricas se desdobram na música pop nacional, ressignificando narrativas e corpos racializados, ao projetar identidades culturais brasileiras em diálogo com a diáspora africana e as expressões globais da música pop.

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Publicado

2026-06-08