DA DITADURA DE 1964 AO 8 DE JANEIRO DE 2023: permanências autoritárias e legitimação da exceção no discurso da extrema direita brasileira

Autores

  • PRISCILLA DIBAI
  • Edson D'Almonte

Palavras-chave:

Extrema direita. Negacionismo. Memória

Resumo

Este estudo investiga o posicionamento negacionista da extrema direita brasileira, estabelecendo uma relação discursiva entre a negação do golpe militar de 1964 e a reinterpretação dos eventos de 8 de janeiro de 2023. O objetivo é identificar estratégias e padrões de continuidade autoritária que buscam legitimar a exceção no discurso político contemporâneo. Metodologicamente, recorre-se à análise de conteúdo de um acervo diversificado: entrevistas de Jair Bolsonaro (1997-2017) sobre o regime militar e materiais audiovisuais de lideranças da extrema direita publicados em redes sociais no terceiro aniversário do 8 de janeiro. A análise revela que o enquadramento "não foi golpe" opera como um elo narrativo que utiliza o negacionismo para redefinir conceitos e moralidades, inverter culpas e produzir pertencimento político em plataformas digitais. Conclui-se que tais práticas visam a erosão da confiança institucional e a disputa pela validade histórica para sustentar projetos autoritários.

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Publicado

2026-06-08