A imagem, uma coisa estrangeira: Fronteiras narrativas e estéticas em Currupira e a Máquina do Destino (2021)

Autores

  • Myllena Matos

Palavras-chave:

Antropoceno. Espectro. Estética

Resumo

Utilizando da discussão corrente sobre o conceito de Antropoceno, da noção de espectralidade e do realismo fantasmagórico, este artigo objetiva compreender por quais operações o filme Curupira e Máquina do Destino (2001) inscreve uma anti-estética do Antropoceno através da reconstrução da história da personagem Iracema, inspirada no filme Iracema uma Transa Amazônica (1974). Para tanto, será analisada a noção de fronteira entre a floresta Amazônica e o distrito de Realidade (AM) e a representação da cidade no filme como marcador central dos conflitos evocados pela narrativa. Como base dessa discussão constam as considerações de Dipesh Chakrabarty e Anna Tsing sobre Antropoceno, assim como a noção de Cinema Geológico de Lucia Monteiro, Cosmopoética defendida por Marcelo Ribeiro e da articulação filosófica sobre o conceito de “ecologia política” do autor e filósofo Dénétem Touam Bona.

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Publicado

2026-06-08