"EU SOU HOMEM COM H": heterotopia e corporeidade na cinebiografia de Ney Matogrosso

Autores

  • Marina Santiago Dalton
  • Fabíola Orlando Calazans Machado

Palavras-chave:

Ney Matogrosso, Corporeidade, Heterotopia

Resumo

Neste artigo, discutimos a insurgência e a produção de sentido das performances do cantor da música brasileira, Ney Matogrosso, a partir de uma cartografia heterotópica embasada na cinebiografia “Homem com H” (2025). À luz da noção de corporeidade a partir do entendimento de Merleau-Ponty (2011) e Porpino (2018), realizamos uma investigação cartográfica inspirada na definição de rizoma apresentada por Deleuze e Guattari (1995). Com efeito, propomos uma abordagem metodológica intitulada cartografia heterotópica, que dialoga com a conceituação de heterotopia proposta por Foucault (2009). Em um mapeamento do filme analisado, identificamos quatro eixos principais, a saber: embates com sua família conservadora; timbre da voz; sexualidade não normativa; corpo e figurino performáticos, que foram investigados como faces componentes da corporeidade do artista e da multiplicidade de sentido constitutivo de uma subjetividade insurgente.

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Publicado

2026-06-08