"EU SOU HOMEM COM H": heterotopia e corporeidade na cinebiografia de Ney Matogrosso
Palavras-chave:
Ney Matogrosso, Corporeidade, HeterotopiaResumo
Neste artigo, discutimos a insurgência e a produção de sentido das performances do cantor da música brasileira, Ney Matogrosso, a partir de uma cartografia heterotópica embasada na cinebiografia “Homem com H” (2025). À luz da noção de corporeidade a partir do entendimento de Merleau-Ponty (2011) e Porpino (2018), realizamos uma investigação cartográfica inspirada na definição de rizoma apresentada por Deleuze e Guattari (1995). Com efeito, propomos uma abordagem metodológica intitulada cartografia heterotópica, que dialoga com a conceituação de heterotopia proposta por Foucault (2009). Em um mapeamento do filme analisado, identificamos quatro eixos principais, a saber: embates com sua família conservadora; timbre da voz; sexualidade não normativa; corpo e figurino performáticos, que foram investigados como faces componentes da corporeidade do artista e da multiplicidade de sentido constitutivo de uma subjetividade insurgente.