COMUNICAÇÃO COMO ESCUTA ANCESTRAL: A sabedoria indígena e as epistemologias do Sul, ecologia de saberes e epistemicídio digital
Palavras-chave:
ComunicaçãoResumo
Este estudo analisa a dimensão comunicacional a partir do entrecruzamento crítico entre inteligência artificial (IA) e epistemologias indígenas, considerando os modos de significação presentes nas cosmovisões originárias e nos dispositivos tecnológicos contemporâneos. Parte-se do pressuposto de que a IA, concebida sob a racionalidade técnico-científica ocidental, tende a silenciar saberes diversos, reproduzindo a colonialidade do conhecimento e contribuindo para o epistemicídio. Em contraste, epistemologias indígenas, com lógicas circulares, narrativas e sensíveis, possibilitam a construção de uma ecologia de saberes que valoriza a pluralidade de perspectivas e fomenta diálogos éticos mais inclusivos. A metodologia envolve revisão bibliográfica e análise crítica de referenciais do Norte e do Sul, articuladas em forma de ensaio. Busca-se contribuir para formas de comunicação que evitem apagamentos epistemológicos e promovam diálogos entre saberes ancestrais e tecnologias algorítmicas.