Entrecruzamentos com o conceito de Terceiro Cinema: as produções da Cine Subterráneo e da Belair Filmes.
Palavras-chave:
Terceiro Cinema, Cine Subterráneo, Belair Filmes, Cinema Novo, cinema latino-americanoResumo
Os cineastas argentinos Fernando Solanas e Octavio Getino, através da publicação do escrito “Hacia un tercer cine” (1969), desenvolvem o conceito de Terceiro Cinema, defendendo a emergência de uma criação cinematográfica vinculada a um novo modo de produção, distribuição e exibição na América Latina, a fim de exercer sua crítica ao colonialismo cultural. O presente artigo procura desvendar as relações de afinidade/disparidade do conceito de Terceiro Cinema na produção do cinema de vanguarda argentino e brasileiro, analisando respectivamente o Cine Subterráneo e a produtora Belair Filmes (1970). Procura-se investigar as divergências formais e as afinidades políticas na produção argentina, que se opunha esteticamente ao Cine Liberación; e a crítica aos “segundos cinemas” no caso brasileiro, direcionando sua discordância ao Cinema Novo, após seu vínculo estatal com a Embrafilme a partir de 1969.