O ARQUÉTIPO ENJAULADO: a instrumentalização do imaginário pelo consumo e a imaginação como antídoto
Palavras-chave:
Imaginário, Arquétipos, Comunicação PublicitáriaResumo
Este artigo analisa criticamente como a publicidade contemporânea se apropria dos arquétipos para materializar o significado das marcas na cultura de consumo. Discute-se a tensão entre a profundidade do arquétipo, entendido como imagem interna mobilizadora de energia psíquica, e sua redução a imagem técnica instrumentalizada pelo mercado. A partir de Durand, Jung, Flusser, Belting e Contrera, argumenta-se que, ao adaptar o arquétipo às estratégias de branding, como no modelo de Mark e Pearson, a publicidade esvazia sua complexidade simbólica. Submetido à velocidade midiática e à reprodução em massa, o arquétipo é pasteurizado e convertido em mito estereotipado, tornando-se um sintema voltado ao reconhecimento imediato. Conclui-se que, apesar disso, a imaginação do consumidor opera como antídoto, reativando e ressignificando o imaginário.