OPRESSORA E CAPITÃ DO MATO: Controvérsias midiáticas e roteiros performáticos de Jojo Todynho
Palavras-chave:
Performance. Interseccionalidade. PolíticaResumo
O presente artigo discute a construção da imagem pública de Jojo Todynho à luz dos conceitos de performance midiática (SOARES, 2021) e performance de racialidade negra (OLIVEIRA, 2022), dentro do horizonte da teoria da interseccionalidade (CARRERA, 2021; CRENSHAW, 1991), para investigar como a influencer, inicialmente associada a pautas da esquerda (antirracismo e direitos LGBTQIAP+, por exemplo), realizou um reposicionamento discursivo em direção à assunção de uma posição política de extrema-direita. Defende-se que tais movimentações não constituem uma "traição", mas assumem-se como controvérsias performáticas que ampliam e complexificam os sentidos de ser mulher e negra no Brasil, ecoando o crescimento do conservadorismo no país entre grupos que preliminarmente eram associados à atuação de uma esquerda progressista.