MEMÓRIA, FICÇÃO E ENCRUZILHADA: mulheres negras e indígenas na direção fílmica do cinema cearense.
Palavras-chave:
Cinema Cearense, Memória, Ficção, EncruzilhadaResumo
Quando falamos da mulher na direção fílmica, estamos tratando de um lugar social e de luta do qual tanto se deslocam às margens em termos de valores, sociais e processos de violências e silenciamento. Este trabalho tem por objetivo analisar os filmes “O primeiro Movimento é explosão” (2022) e “Mulheres Árvore” (2022), ambas produções cearenses de mulheres negra e indígena, respectivamente, interligadas pelas lutas da memória e do território, com apoio de uma pesquisa bibliográfica afroreferenciada para pensar: O que é possível fabular com o cinema de mulheres negras e indígenas cearenses a partir de metodologias contracoloniais? Firmado a partir da metodologia da encruzilhadas de Leda Maria Martins (2003), da proposta do encontro de Ariella Azoulay (2024) e uma escrita com Fabulações Críticas de Saidiya Hartman (2020) este trabalho pretende, ainda amplificar o olhar curatorial nas áreas afins e elevar pesquisas com contribuições de saberes da comunicação, audiovisual e ancestralidade.