RECONFIGURAÇÕES DA EXPERIÊNCIA NA PRODUÇÃO VIDEOGRÁFICA DAS GUERRAS MODERNAS
Palavras-chave:
Cinema. Estética. GuerraResumo
Este artigo analisa a centralidade da produção imagética nas guerras contemporâneas a partir das imagens produzidas pelos próprios combatentes, com foco em três dispositivos: drones, smartphones e câmeras corporais. Argumenta-se que essas imagens não operam apenas como registros documentais, mas como sínteses estéticas do campo de batalha, articuladas segundo lógicas cinematográficas e algorítmicas. A partir de referenciais como Paul Virilio, Vilém Flusser, Friedrich Kittler e Jacques Aumont, discute-se como a produção e circulação dessas imagens reconfiguram tanto a experiência espectatorial das guerras quanto o próprio comportamento dos soldados. Propõ-se, por fim, que as guerras dos anos 2020 inauguram uma nova figura: o soldado como “produtor de conteúdo”, agente estratégico do combate digital