La ville qui n’existait pas (2023-2026): artificialidade da imaginação e desmemórias na era da IA generativa
Palavras-chave:
Inteligência artificial, imaginação artificial, memóriaResumo
O presente trabalho analisa os desdobramentos audiovisuais da série artística La ville qui n'existait pas (2023-2026) de Grégory Chatonsky. Com a colaboração da inteligência artificial, o artista mobiliza um imaginário improvável da cidade do Havre (França), mesclando tempos imperfeitos do passado, presente e futuro através de um espaço latente propositalmente criado por arquivos fotográficos, documentos, registros sonoros e outros da cidade. A experimentação com IA realizada por Chatonsky indica a emergência de uma imaginação artificial. Trata-se de uma imaginação compartilhada entre humano e máquina, cujo efeito desafia a percepção tradicional, suscitando uma sensação de estranheza ao diluir os limites entre o vivido e o não vivido, refletindo um estado de memória nebuloso e incerto.