“A GENTE FICA MUITO VICIADO NÉ?”: dependência tecnológica como estratégia de negócio
Palavras-chave:
Vício, TICs, Crianças e adolescentesResumo
Este artigo investiga a relação entre crianças, adolescentes e Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) a partir da perspectiva crítica. A pesquisa exploratória, de métodos mistos, analisa como tecnologias baseadas na economia da atenção propõem experiências de usuário que visam o consumo compulsivo e o vício. A partir de analogias com indústrias do tabaco e de alimentos, argumenta-se que plataformas digitais empregam mecanismos estéticos e comportamentais semelhantes. A análise também se apoia em pesquisa empírica com adolescentes, evidenciando que os jovens reconhecem o caráter viciante das tecnologias e buscam estratégias de autocontrole. Por fim, problematiza-se o papel da educação midiática e da conscientização crítica como ferramentas para o enfrentamento dos desafios impostos pela hiperconectividade nas infâncias e adolescências.