A EXISTÊNCIA NEGRA NO VESTÍGIO E O TRABALHO DE VIGÍLIA NA ENCRUZILHADA: um exercício analítico
Palavras-chave:
Vestígio, Trabalho de Vigília ,Exu,EncruzilhadaResumo
Este trabalho apresenta a encruzilhada, assentamento do orixá Exu, como ferramenta teórico-metodológica para pensar a experiência negra no vestígio, conceito proposto por Sharpe (2023). Articula-se a figura de Exu ao trabalho de vigília, também como construído por Sharpe (2023), compreendendo que a combinação fornece caminhos de sensibilidade analítica com relação a práticas inventivas forjadas no contexto da diáspora negra no Brasil. Defende-se que Exu atua como princípio ontoepistemológico que complexifica o estudo dessas práticas. A proposta é, por fim, explorada, com intuito apenas ilustrativo, por meio da análise do desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel em homenagem a Elza Soares, em 2020, o que configura o próprio texto como exercício de vigília na encruzilhada.