Insurgências de gênero e dysphoria de espécie: o devir-alienígena em Potyguara Bardo
Palavras-chave:
Potyguara Bardo, Insurreição de Gênero, Devir alienígena, disforia de espécieResumo
O artigo analisa a construção estético-política da drag potiguar Potyguara Bardo, articulando artivismo, paródia e insurgência de gênero à noção de “disforia de espécie”. Partindo do debate sobre alienígena como metáfora da alteridade e da necropolítica contemporânea, o estudo mobiliza referenciais de Butler, Haraway, Deleuze e Guattari, Preciado e Baudrillard para compreender a performer como corpo-ciborgue, rizomático e pós-humano. A partir da análise de músicas, videoclipes, performances e entrevistas, argumenta-se que sua estética alienígena e nordestina reterritorializa identidades estigmatizadas, produzindo uma subjetividade política encorpada. A teatralidade, entendida como prática de invenção e sobrevivência, converte marginalidade em potência criativa, instaurando regimes contra-hegemônicos de visibilidade e existência.